sábado, 18 de abril de 2015

Romeu Bornelli: "Luz nas sua habitações"

domingo, 29 de março de 2015

O repouso do Senhor

O Senhor Jesus Cristo tem pleno cuidado de nós; ele conhece todas as nossas necessidades e sempre as supre. Se ele alimenta as aves do céu e veste as ervas do campo, quanto mais a nós? (Mat. 6:26; 28-30). Mas ele quer que aprendamos a descansar nele; que entremos em seu repouso. Por isso em 1ª Timóteo 2:1-3 o apóstolo Paulo nos aconselha que permaneçamos em constante oração para que vivamos quietos e repousadamente, porque isto é bom diante de Deus. Mas isto não é só um conselho do apóstolo, mas também um mandato de Deus, para que conheçamos que ele é Deus, e que está conosco (Sal. 46:10-11).

Hebreus nos fala sobre o povo do Israel, o qual lhe negou a entrada no repouso por sua incredulidade e desobediência (Heb. 3:18-19); quer dizer, o não poder descansar em Cristo é uma conseqüência do nosso pecado de incredulidade. Se não aprendermos a descansar e a confiar no Senhor, é porque não cremos no Senhor; e, além disso, desobedecemos ao seu mandato de estar quietos e repousar nele. Só aqueles que crêem no Senhor são os que podem entrar em seu repouso. (Heb. 4:3a). Por isso aqui mesmo em Hebreus 4:1 também nos exorta a que tenhamos temor de Deus, para não acontecer que permanecendo ainda a promessa do seu repouso, alguns não a tenham alcançado. Porque, além disso, caímos em outro pecado: a falta de temor a Deus, e, além disso, nos leva a ser néscios, visto que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor (Prov. 1:7).

Em Mateus 15 é narrado a multiplicação dos pães e dos peixes. Jesus mandou que a multidão se sentasse; e em seguida foram saciados. Primeiro o repouso, depois a plenitude. Igual no Pentecostes (Atos 2:1-2). Os discípulos, enquanto esperava a promessa, eles estavam sentados (em estado de repouso), então foram cheios do Espírito Santo.

Este mesmo repouso é quando somos vencedores, não por nós mesmos, mas sim por Cristo, mas só quando descansamos nele. Em 2 Crônicas 20:16-17 o Senhor nos manda estar quietos na guerra, porque ele é quem peleja a batalha por nós. Por isso Isaías 30:15 nos diz que no descanso e no repouso seremos salvos. E em quietude e confiança estará a nossa fortaleza. Esta é a maneira de enfrentar qualquer situação que inquiete as nossas almas: descansando em Cristo (Sal. 62:5).

Mas este não é um repouso qualquer, mas é um repouso consagrado ao Senhor, um repouso santificado (Jer. 17:21-22), pois Cristo é o nosso repouso e este repouso é sinal entre Deus e o seu povo (Êx. 30:13). Por isso este repouso é motivo de festa e regozijo no Senhor (Ester 9:17-18). Enquanto eu descanso, o Senhor supre todas as minhas necessidades. Por isso Hebreus 4:11 nos exorta a procurar entrar no repouso; e antes diz que "se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como no dia da provocação", pois o não entrar no repouso do Senhor é causa da nossa incredulidade, é motivo de desobediência, falta de temor, necedade e, além disso, provoca a ira do Senhor. Como Israel, que tentou o Senhor no dia da provocação, e jurou o Senhor em sua ira que não entrariam em seu repouso. E vagaram 40 anos no deserto.

quinta-feira, 19 de março de 2015

É a morte o fim de tudo?

A julgar pela forma como muitos vivem, parece que a morte é o fim de tudo. Eles fazem tesouros na terra, amontoam riquezas, procuram o prazer, vivem segundo o princípio latino do 'carpe diem' (colha o dia, viva hoje).

Há outros que sabem que a morte não é o fim, mas vivem como se fora. Eles adiam procurar a Deus. Esperam um melhor momento futuro, talvez quando forem velhos, e os prazeres da vida já não lhes atraiam. Parece como se eles tivessem a vida comprada e pudesse dispor dela sem restrições. No entanto, muitos deles morrem antes de poder pensar
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O que diz a Bíblia a respeito? A Bíblia nos abre algumas janelas mais além. Nela é contada a história de um rico cuja herdade tinha produzido muito. Enriqueceu-se tanto, que os seus celeiros se fizeram pequenos. Então disse: "Os edificarei maiores, e ali guardarei todos os meus frutos e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, muitos bens tens guardado para muitos anos; repousa-te, come, bebe, regozija-te. Mas Deus lhe disse: Néscio, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?" (Lc. 12:13-21).

Em outro lugar temos a história do rico e Lázaro, um mendigo que se sentava à porta daquele, pedindo esmola. Ambos morrem, e as suas almas não desaparecem nem dormem, mas vão para lugares muito definidos. Lázaro vai para o "seio de Abraão", entretanto, o rico vai para um lugar de torturas. Ali cada um tem uma sorte muito diferente. (Lc. 16:19-31). A história de ambos não termina no túmulo.

Em outro lugar é registrado um episódio em que uns saduceus perguntam ao Senhor Jesus a respeito da ressurreição dos mortos. Eles não crêem em tal coisa, mas o Senhor mostra-lhes que existe a ressurreição. Aqueles que ressuscitam o Senhor diz: "Já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos", e em seguida acrescenta: "Porque Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos, porque para ele todos vivem" (Lc. 20:27-38). A ressurreição está além da morte.

A morte não é o fim de tudo. A Bíblia diz, além disso, que "está estabelecido para os homens morrerem uma só vez, e depois disto o juízo" (Heb. 9:27). Em Apocalipse é mostrado o juízo diante do magnífico trono branco, "diante do qual fugiram a terra e o céu". João diz: "E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante de Deus; e os livros foram abertos … e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap. 20:11, 12). O juízo dos homens também vem depois da morte.

Portanto, a morte não é o fim; ao contrário, ela pode ser antes do tempo o começo dos verdadeiros e grandes problemas para os que hoje são incrédulos. No entanto, hoje ainda vigora o convite para receber a vida eterna, a qual é recebida gratuitamente por crer em Jesus Cristo (Rom. 6:23). Se alguém se perder, não será por seus grandes pecados, mas sim por sua incredulidade ao evangelho de Deus.

domingo, 15 de março de 2015

Fonte e rio

Quando a mulher samaritana deu ao Senhor água do poço de Jacó, lhe oferece água de uma fonte. É claro que não se trata de uma fonte natural, mas sim da fonte da água de vida. "Quem beber da água que eu lhe der, jamais terá sede; mas a água que eu lhe der será nele uma fonte que salte para a vida eterna" (João 4:14). A palavra fonte, que pode entender-se como bacia, pode ser traduzido melhor como manancial; e em vez de dizer que salte pode traduzir-se por borbulhar. 

É um manancial de água de vida borbulhando o que terá a mulher em seu coração. O poço espera por você para que vá e retires o que necessitas; mas um manancial é auto-suficiente. E este manancial é ainda mais precioso, pois provê o fornecimento de dentro, sem que você tenha que ir buscá-lo em alguma parte. A fonte ou manancial nos fala, pois, de um fornecimento permanente, e, além disso, de que a água correrá de dentro de nós mesmos, portanto, é uma água corrente, não estancada. 

Mais pura que a de um poço, mais transparente e cristalina. Entretanto, a figura da água não para aí. Pouco mais adiante no Evangelho de João encontramos um rio. "Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior, correrão rios de água viva" (7:38). 

É a continuação do ensino sobre a água de vida. Ali é um manancial e aqui é um rio. O rio surge em um manancial, mas é mais que um manancial. É o leito que avança, vivificando, abençoando a muitos em seu curso. E esta água, primeiro na fonte e agora no rio, é o Espírito Santo. Diz-nos o Senhor. "Isto disse do Espírito que haviam de receber os que cressem nele" (v. 39). 

É o Espírito Santo, não fora de nós, mas sim dentro de nós. Este Espírito é fonte e é rio. Fonte, porque provê o fornecimento, e rio, porque flui para bênção de outros. É fonte, porque não pára de nos abastecer, e é rio, porque não pára de abençoar a outros. No livro de Apocalipse tornam a aparecer à fonte e o rio. A fonte no capítulo 21, e o rio no 22. O Senhor convida: "Aquele que tiver sede, eu lhe darei gratuitamente da fonte da água da vida" (21:6). E o rio, está na Nova Jerusalém. Com efeito, ali há um rio limpo de água de vida, resplandecente como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. Este rio rodeia a árvore da vida, que produz doze frutos, e cujas folhas são para a cura das nações. O rio de Deus é o que vivifica a árvore. É o mesmo rio de Deus, que nos vivifica hoje, e que seguirá nos vivificando por toda a eternidade.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A ansiedade e a Paternidade de Deus

César Coneglian: "A ansiedade e a Paternidade de Deus

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Romeu Bornelli: "A quem enviarei?


O MÉDICO FERIDO